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27/10/2021

A direito

Vejo que o irmão do Primeiro-Ministro vaticina a vitória de Rangel nas eleições internas e a sua melhor cotação nas legislativas.


Pena que estas inteligências raras, que pululam a televisão, os jornais, os blogues e passam a vida na intriga palaciana, a repetir notícias por oportunismo e indução de opinião, e a omitir tudo quanto mostre a verdade inteira e respeite a livre vontade (não condicionada) dos eleitores, não tenham vislumbrado os resultados das autárquicas que agora ''oportunisticamente'' reivindicam para seu proveito, invertendo a realidade.


Típico de gentinha. Típico de velhacos. 


Não vi ninguém na televisão a alertar para o desnorte do Presidente da República nem a realçar que os portugueses percebem que titubear pode ser tão só sinónimo de honestidade. Coisa rara neste país dominado pela corja de opinadores que não se arrependeriam de condenar o país a uma direita excitada e muito mais permeável aos extremismos europeus do que uma direita que tenha mão nos radicais caseiros.


É o que dá ter uma elite que pensa com 80 anos de atraso, julgando a realidade de hoje pelos moldes de então e das décadas subsequentes. Modernidade para esta gente são os gadgets e a aparência. País das unhas de gel. 


Se isto é a novidade que têm para dar vou ali a já venho. Maldita sina do atraso de Portugal.