Em meados de Janeiro recebi a encomenda de três livros de Javier Marías: o segundo e terceiro volume de O Teu Rosto Amanhã e o que reúne os seus contos, Não Mais Amores. Os dois primeiros eram para mim, para juntar ao primeiro tomo que está em repouso na estante há mais de um ano (dois ou três talvez). Apesar da escrita limpa, cativante, do assombro do pensamento esmiuçado e da certeza de que vou gostar muito, a obra mais ambiciosa deste autor aguarda que os astros se alinhem numa conjugação perfeita entre desejo de ler e ocasião propícia. O outro – o dos contos –, foi para oferecer a aniversariante que o anda a ler neste momento. Trouxe-me hoje cópia de um dos contos. Oh, heresia: ler em fotocópias. Este Um imenso favor parece uma excelente apresentação ao pensador.
A forma ingénua como tapei as notas feitas a lápis por quem o leu antes de mim fizeram-me lembrar a tira da Mafalda na qual o pai coloca uma planta de folhas caídas sobre o ecrã de modo a desincentivar a filha de ver televisão.










