Pesquisar neste blogue

10/03/2021

O caso Meghan

Meghan.jfif


original.jfifKate.jfif


*


Tal como a igreja, uma instituição secular como a coroa britânica não pode caminhar sincronizada com o tempo. Pelo contrário, deve manter-se fiel às tradições e pontualmente dar os passos necessários na adequação aos tempos presentes de modo a garantir a sua conservação. Os valores que instituições desta grandeza representam não podem deixar-se estilhaçar por voluntarismos, apetites fugazes e ânsias de notoriedade, sob pena de ruírem e com elas se desmoronarem.


Se há 25 anos não me condoíam especialmente as dores - reais e compreensíveis -, da princesa de Gales, ainda condenava uma certa severidade com um ou outro elemento outsider das coroas europeias. Nada disso faz sentido. O papel a desempenhar numa instituição desta natureza não é para meninos. É duro e é a doer. A duquesa de Cambridge, além de ser uma britânica típica, tem mostrado fibra suficiente para aguentar o fardo pesado que carrega e é a confirmação de que casamentos ‘mistos’ na coroa podem dar óptimo resultado.


Quanto à cunhada, fico sempre na dúvida se é um tanto tonta como a sogra, que não chegou a conhecer, ou se limita a fazer o papel de outsider da instituição, que a cada geração deve ser ocupado. Numa comparação um tanto forçada, a coisa funciona como a história do polícia mau e polícia bom, aqui na versão de princesa fria e calculista versus a boazinha e injustiçada.


Às tantas é esta a fórmula certa de manter a instituição incólume à passagem do tempo.