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De manhã e à noite faz estragos, brinca e escolhe outros poisos, mas de tarde é aqui que gosta de estar. Enrosca-se atrás dos livros, deita-se e dorme e tarde toda, enquanto trabalho. Nos primeiros dias, para se acomodar melhor ou por brincadeira empurrava um ou outro livro para fora, deitando-o ao chão. Já aprendeu que não o deve fazer. O pior vai ser quando crescer: o espaço é exíguo. E continua a ser o refúgio mal entra um 'estranho' nesta casa. Enquanto o invasor ataca ou permanece por perto, os livros são as muralhas defensivas do Ritz.
Entretanto lá fora o cão triste geme e late a guardar a 'espécie de eucalipto que não é eucalipto' (ainda um dia toco à campainha dos vizinhos para perguntar o nome da árvore) e já abriga a passarada alegre e melodiosa que anuncia a Primavera.