Recordo os tempos de liceu em que se dizia: oh, foi só isso? Isso ‘é naquela’. ‘É naquela’ tinha o sentido de insignificância. Coisa a não valorizar. Vem isto a propósito da confiança e de confiarmos as nossas histórias aos outros. Passei a assumir uma postura de relaxe quase total depois de anos excessivamente cautelosa com muitos e negligente em relação a poucos. Confiar as nossas histórias a outro é da nossa inteira responsabilidade e é evidente que a partir do momento que as deixamos escapar, não mais temos mão nelas. Até aí, é sabido. Para lá disto, está a traição, outra história.
A exposição nas Comezinhas serve para recuperar o espoliado para utilização indevida. Nada como a história regressar à primeira pessoa. Assim tudo volta ao sítio e ‘é naquela’.