Se em Dezembro de 2021 elogiei a SIC por causa da exibição do programa Comboios do Mundo, mais razões tenho para gabar o segundo episódio (não vi o primeiro) do Mundo à Vista, Escutar a Natureza, na Islândia, apresentado hoje no final do Jornal da Noite. A Teresa Conceição já nos habituou à forma como faz arte transformando viagens em momentos de beleza e graciosidade. Para quem não conhece quase nada do mundo dos elfos e "pessoas escondidas" nas pedras esta apresentação à Islândia é uma delícia. Nunca me dediquei a leituras nem às séries sobre a mitologia nórdica e pouco sei das paragens mais a Norte. Mais uma razão para ter gostado.
Desenjoei assim das leituras rápidas por aí, que repelem (e o dia estava a correr tão bem). Sensacionalismo, mesquinharias, intrigas e maledicências das tribos políticas. Não há o que fazer. Bem tento condescender e averiguar se estou a ser injusta com parte do mundo do comentariado televisivo, jornalístico e bloguista dito de referência, mas não. A pura maledicência e luta de garnisés pelo poder e tachos, que me leva a afastar de centros de intriga política, continuará sempre a apodrecer o país. É mais forte do que essa gente que teria qualidades intelectuais suficientes para se manter independente e longe do mundo sórdido, mas afinal é nos casos e no sensacionalismo que mais gosta de chafurdar - criaram-se nos jornais, nas faculdades e demais postos de vigia estratégicos da guerrilha suja do poder e nisso ficam até apodrecerem de velhos caquécticos, julgando-se muito lúcidos e capazes de análise política. A insultar, fazer má-língua, criar factos políticos por pura competição anti-desportiva. Tal é o hábito de ver o mundo como uma partida de futebol dividindo-o entre vários nós e eles, enquanto coçam as partes baixas e insultam o árbitro ou os adversários. E claro sempre com o apoio incondicional de cheerleaders a abanar pompons néscios.
Pronto, lá estraguei um post que era para ser só um elogio. Desculpe-me a Teresa Conceição de a misturar com o reles. Mas assim talvez compreendam a diferença. Que sobressaia a educação e se ignore o veneno das criaturas que vivem da maledicência política enquanto esticam o dedo mindinho arrotando ilustração para dar ar de gente civilizada - falsa. Meros (e meras) labregotes.
Aqui fica um vídeo de um Mundo à Vista na Islândia de há cinco anos (não é o exibido hoje).