A vida está difícil. Comecei a escrever um post e a mioleira disparou em vários sentidos que exigiam referências. Ainda que as saiba enunciar a mim própria, precisava de conferir - do consolo de outro. Despachada, como somos actualmente, julguei que seria simples googlar e obter a preciosa ajuda. Lá dei entrada da pesquisa. Insucesso total: um enorme conjunto de entradas inúteis para o meu propósito. Dei o usual passo seguinte: coloquei os mesmos termos de pesquisa em inglês. Acertei ao lado: duas referências marginais, que pouco me servem. Desta vez não me adiantaria traduzir no Google para mandarim como faço algumas vezes. Por agora é o Ocidente que me interessa. Imaginei que o erro seria meu: possivelmente não estaria a expressar-me bem, senão ser-me-iam devolvidos centenas de resultados compatíveis com o que tenho em mente. Afinal não. Não me expressei mal. Sucede que os interesses dominantes no mundo são-me adversos. A psicologia receitaria logo a necessidade reconhecer as minhas fragilidades, ajustando-me ao mundo real. Temos pena: se o fizesse, acabaria por escrever uma porcaria de um texto sem valor. Sim, porcaria não é um termo elegante, mas é muito pouco elegante não distinguir e valorizar por contraste o que é. Dei mais um passo: nas ferramentas do Google optei por um intervalo de tempo dentro da década de 90. Que diferença! Ainda não vi se há resultados que me ajudem, mas já lavei os olhos de toda a vulgaridade presente nas entradas recentes.
Quanto ao post virá daqui a dois dias, um mês ou quem sabe um ano. Não tenho pressa.