Pesquisar neste blogue

06/09/2022

Jardins do Palácio

f3265cb8-00ba-4967-8418-991c52be70e1.jfif


De manhã IKEA, à tarde Feira do Livro. As férias seguem em ritmo acelerado apesar de preocupações não relatáveis. A ideia: não adiar programas para não estragar os dias futuros de descanso com a sensação de incumprimento. E abstrair da chuva. Muito se pode fazer em dias não soalheiros. Hoje até nem esteve mau.


A ida anual à Feira do Livro nos Jardins do Palácio foi anormalmente desordenada. Nestes dias costumo ser metódica e correr, uma a uma, quase todas as barracas das editoras e alfarrabistas. Hoje escolhi ver apenas quatro editoras e procurei as pechinchas nos alfarrabistas. Não levava grandes intenções e deixei-me ir pelo que acontecesse, pelos livros onde pousassem os meus olhos e lá permanecessem.


Trouxe dois ao acaso da Colecção Mil Folhas. Em rigor, não foi ao acaso. Foram dois que não possuo vistos nas mesas da Feira. E a ideia é ir completando aos poucos. Vai demorar muito tempo e ainda bem, nada melhor do que projectos a longo prazo. Já vi que me vou divertir com o da autora espanhola, nascida no Uruguai, o outro deve ficar para as Calendas Gregas, já que 600 páginas sobre um livro considerado obsceno dentro de outro livro não é empreitada fácil. Bom, 600 páginas do quer que seja é empreitada difícil para quem lê a passo de caracol.


Os dois de Nuno Júdice devem-se ao facto de ter começado a Feira na Poetria e acabado na Relógio d' Água. Conheço quase nada do autor e creio que vou gostar de entrar na sua poesia e conhecer a pincelada que faz da literatura portuguesa entre o século XIX e XX.


O Mercador de Veneza é a continuação da investida em Shakespeare. Comecei há dois anos com o Sonho de uma Noite de Verão.


O Bel-Ami, de Maupassant, é em honra da minha avó e creio que vou gostar. Era um dos seus autores favoritos, rivalizando nas leituras com Agatha Christie. Se me ponho a imitar a minha avó qualquer dia dou por mim a ler Proust, o que me vai soar muito estranho.


Claro que tudo isto vai demorar eternidades a ler, ficando alguns em pousio por anos e anos. A reforma, céus. Quero a reforma.