Pesquisar neste blogue

01/09/2022

Emergir


Aproveitei o tempo para ver o que usualmente não me ocupa o espírito. Na RTP passa a série Pôr do Sol, que também é transmitida na Netflix. Uma sátira às telenovelas. Como ando sempre desalinhada dos fenómenos de popularidade, não sabia que existia e tivera tanto sucesso no Verão do ano passado. Esta semana fui apanhada de surpresa quando, depois do jantar, ao deixar rolar a programação após Telejornal, meio distraída, dei pelos diálogos soltos, surreais e cómicos, que em poucos minutos me prenderam a atenção. Compreendo o sucesso. Tem graça.


E contrasta pela positiva com as imagens pontuais que não pude evitar, quer de programas de entretenimento portugueses nos quais é suposto os concorrentes fazerem figura de urso com grande estardalhaço, quer das peças dos jornais sobre um evento de atribuição de prémios no mundo da música, no qual brilha a exibição de rabos ao som de funk. Percebo o quão sugestivo possa ser para alguns, mas vejo tanto interesse em vídeos com o rabo da Anitta sacudido ao som de funk, como no soutien em forma de funil da Madonna nos anos 80. Cada uma faz a sua época. Há até quem diga que são as figuras marcantes do seu tempo e têm mais influência no curso da História do que a maioria das outras figuras públicas. Quem sou eu para as desmentir.


Foi assim que depois de uma temporada submergida nas Comezinhas - neste mundo anacrónico dos blogues -, vim à tona por cinco dias e reparei em pormenores que fazem o quotidiano da maioria. Note-se como o anacronismo nesta era se faz numa arroba de anos, ou pouco mais do que isso.









Bom dia.