“Entre 20 e 25% dos cuidados médicos são desnecessários e até fazem mal”, apontam especialistas, no MultiNews da Sapo.
A comunidade médica internacional, reunida na Fundação Calouste Gulbenkian, reforçou o aviso aos profissionais: é preciso que escolham criteriosamente os cuidados a prestar e evitem a sobreutilização dos recursos. Muitas práticas são, na verdade, desnecessárias e até prejudiciais para os doentes, apontou esta terça-feira o jornal ‘Expresso’. Afinal, entre “20 e 25% dos cuidados médicos são desnecessários e até fazem mal. São os casos dos efeitos adversos de medicamentos, exames desnecessários, entre outros”, garantiu Jeremy Grimshaw, do Instituto de Investigação do Hospital de Otava, Canadá.
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Alguns dos exemplos são o desaconselhamento de check-up anual, testes sem benefício comprovado para diagnosticar múltiplas alergias, suplementos dietéticos não vitamínicos, produtos homeopáticos, ecocardiograma ou prova de esforço de rotina, evitar a vacinação em caso de doença ligeira mesmo com febre ou citologia cervical (papanicolau) em mulheres entre os 25 e os 65 anos.
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Peço desculpa por me armar em parvalhona. Mas ando a dizer isto há anos. Claro que dito por mim tratava-se de conversa de café ou bocas. Ainda bem que tantos anos volvidos se tenham reunido especialistas na Fundação Calouste Gulbenkian para chegar a esta difícil conclusão.
Só uma nota. Ao dizer que os portugueses se excediam nos cuidados de saúde e no uso bugigangas das modas da saúde, com a conivência e benefício dos médicos e farmacêuticos, era vista como insensível e desconhecedora da realidade. Ainda bem que frequento centros de saúde e hospitais, autocarros e paragens junto a bairros sociais e que toda a vida me dei com toda a gente e estive atenta aos seus hábitos, afastando-me das redomas.
Pena que estas notícias surjam em alturas em que é conveniente dar cobro ao desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde e não no tempo devido, por simples critério de verdade.