Já não me lembro a propósito de quê ouvi há dias* uma abordagem dos efeitos nocivos da sociedade de consumo sobre a vida moderna. Extravasa os bens consumíveis e as patetices bem-intencionadas ou de mera maledicência que se dizem no Natal acerca da degeneração do espírito original de festejo do nascimento de Jesus e falta de noções de História.
Passa para o plano do consumo de informação ou conhecimento. A multiplicação de escolha, os ferozes mecanismos de marketing e a incapacidade humana de seleccionar segundo critérios de razoabilidade por afundamento no excesso de dados dispensáveis e fúteis condiciona a tomada de decisão diária criando extrema ansiedade.
Isto aliado às pressões impostas pela promoção da competitividade e da ganância dificulta a sã e justa convivência em sociedade. O mundo torna-se um espaço pouco aconselhável a gente inteligente e sensível e um perfeito viveiro de caceteiros ambiciosos.
*Sim, as regras mandam começar a frase pela proposição temporal, mas não me apeteceu.