Este início de madrugada não publiquei o post Curiosidades soltas por não ter nenhum texto preparado, sequer cogitado. Lá teremos de ao longo do dia de hoje pensar em qualquer coisa para escrever e preencher o espaço antes da meia-noite.
O dia está muito enublado, arrefeceu bastante e estou melhor da forte constipação que me tomou nos últimos dias. Contágio do Nuno que no fim-de-semana passado esteve muito apanhado. Creio que algum vírus no avião. A noite anterior foi péssima, dormi apenas três horas aconchegada num pijama de inverno quando a temperatura do ar abafava um insuportável calor quente (sim, é pleonasmo, mas vai ficar assim) que senti horas antes.
Dias e noites muito quentes não são boas conselheiras para decisões. Talvez por isso o destino tenha preparado um prenúncio (sabe-se lá se realizável) de volte-face em assuntos importantes.
Os dois computadores do Nuno resolveram avariar no mesmo dia. É dos factos que mais má-disposição cria nesta casa. De parte a parte. Estamos dependentes de terceiros e no caso não podemos maçar por o terceiro em causa estar com um problema bastante mais grave. A ver vamos se este fim-de-semana a WortenResolve ou uma qualquer casa de informática nos soluciona a questão.
Prevejo um dia de arrumações. Esta casa começa a acumular pequenas avarias e desarrumos. Precisamos pôr mãos à obra e organizar o espaço. É fulcral que estejamos em harmonia e nada pior do que enguiços e desorganização para desestabilizar. Além do que preciso encontrar um papel importante. Na semana passada descobri um documento que já desacreditava existir. Quem sabe se este fim-de-semana não descubro outro e tudo se começa a recompor.
Pois, aqui não há imagens e linhas arrebatadoras com o selo artístico nem fabricadas questões existenciais para debater e impressionar os passantes. Apenas vida comezinha. Uma outra filosofia. Que não figurou nos anais do pensamento, mas vai abrindo caminho para desgosto e incompreensão de quem confunde pensamento (e liberdade de pensamento) e reflexão com referências, glamour e frivolidade ou sordidez. Para quem perdido na vulgaridade da sofisticação fajuta teme a alegada destruição do conhecimento e da cultura – da qual está convencido ser profundo conhecedor e, pobre de espírito, só reconhece a moldura.