Quem passa pelas Comezinhas já sabe que me pélo por bruxarias. Toda a vida tive de conter este apelo por viver entre gente educada e muito racional, pouco dada a tonterias. Nos últimos dias o tema aflora com maior densidade. Há pouco mais de uma hora, mesmo antes de acordar, sonhei com um pássaro a aproximar-se e a brincar comigo, como faz o Ritz, debaixo de uma ramada de vinha que bem conheço. Adoro pássaros, mas temo-os nos sonhos e em aparições significativas (toléria, céus) por não raro avisarem-me do futuro próximo e de perdas importantes. O de hoje parecia tão amistoso e alegre, será que me safo de um desgosto? Creio que trazia uma migalha de pão na boca. Talvez seja outro significado. Qual?
Sonhei com mais aspectos significativos, mas não quero expô-los. Verei mais tarde as interpretações.
Além do mundo onírico também tenho sido tocada pela sincronicidade. Sem fazer por isso nas últimas semanas têm sido insistentes as vezes que olho para o relógio no momento preciso das 14:14h, e é muito comum deparar-me com as 23:23h. Há mais pares repetidos, mas estes são os que mais se impõem.
Dizem as bruxarias que tudo isto decorre de estar muito sintonizada com o Universo, leia-se: o mundo espiritual.
Dirão: como ligas a essas parvoíces, estás sempre a olhar para o relógio nessas alturas, ou sonhas com pássaros porque já te auto-sugestionas. Isso é parvoíce pimba. Burrice. Será, não me aquece nem arrefece a crítica. Estou calejada pelo rótulo de ignorância posto neste tipo de experiências. Ainda assim vou vivendo com isto, e aprendendo também com isto – o mundo é bem mais vasto do que parece aos convictos das certezas elegantes.
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Adenda das 10:11h. Se este blogue optasse por um registo diferente exploraria a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, mas já sabem que não gosto de me aproveitar das referências para dar valor às minhas modestas escritas. Se tiverem curiosidade, estudem-no.