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28/07/2024

Lido

1. O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, ratificou hoje o reformista Masud Pezeshkian como novo presidente do país, estando a tomada de posse marcada para terça-feira, no Parlamento.



"Se aplicarmos as políticas gerais do líder supremo, seremos os melhores", garantiu, ao mesmo tempo que prometeu "justiça" ao povo iraniano e apelou mais uma vez à unidade nacional e a que sejam deixadas "as diferenças de lado", numa aparente alusão aos setores conservadores do país.


Pezeshkian venceu as eleições presidenciais com 53,6% dos votos, contra o ultraconservador Saeed Jalili com 44,3%.



2. Hezbollah mata jovens em campo de futebol e Israel responde com bombas no Líbano



"Estamos a aumentar muito a nossa preparação para a próxima etapa do combate no norte", disse o responsável do Estado-Maior do exército israelita, Herzi Halevi, durante uma visita ao campo de futebol atingido pelos rockets lançados pelo movimento islamita libanês Hezbollah.



"Atacaremos duramente o inimigo", sublinhou o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, em conversa com o líder espiritual da comunidade drusa, o xeque Mowafaq Tarif, que também falou com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. O projétil do Hezbollah, movimento pró-Irão, caiu num campo de futebol na cidade drusa de Majdal Shams, onde jogavam rapazes e raparigas drusos (comunidade árabe), matando 12 pessoas. Foi confirmada a identidade de onze das vítimas, todas menores entre os 10 e os 16 anos.



3. O chefe da diplomacia da União Europeia (UE) apelou, este sábado, a uma "solução política" na guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza, após um ataque israelita ao edifício de uma escola que terá provocado pelo menos 30 mortos.



"Mais um ataque contra uma escola utilizada como refúgio para os deslocados internos em Khan Younis. Em simultâneo, uma população já muito fragilizada é forçada a deslocar-se para outros locais por várias vezes, sem que se veja um fim", prosseguiu o chefe da diplomacia europeia numa outra mensagem.


O ataque israelita dirigido a uma escola de Deir al-Balah, no centro de Faixa de Gaza, foi pelo menos o oitavo que atingiu edifícios escolares desde 6 de julho.


Segundo o ministério da saúde controlado pelo grupo islamita, estes ataques provocaram mais de 100 mortos.


O Exército israelita indicou que a operação de hoje se destinou a atingir terroristas que se encontravam nas instalações.






 


4. Há 11 anos no poder, Nicolás Maduro espera a reeleição nas presidenciais da Venezuela, mas as sondagens dão vitória à oposição. Analistas políticos ouvidos pelo JN traçam um cenário económico e social devastador e avisam que as antigas táticas de intimidação já não funcionam.



Num país em colapso económico, as estatísticas de académicos e universidades privadas (o Governo não providencia números oficiais) apontam para mais de 90% dos cerca de 30 milhões de habitantes a viverem abaixo do limiar da pobreza e 50% em pobreza extrema. A mudança pode chamar-se Edmundo González - o candidato escolhido pela Plataforma Unitária Democrática, aliança da oposição, depois do afastamento forçado da liberal María Corina Machado, que, embora não seja a candidata oficial, continua a ser o rosto da oposição nestas eleições (leia abaixo o perfil). 


[...]


Traçando um cenário económico e social devastador, o jornalista venezuelano Elides Rojas indica ao JN vários fatores para que a balança penda para o lado da oposição. “Há mais empobrecimento, mais desemprego, não há gasolina, não há eletricidade. Não há água potável. A inflação está acima dos 270%. Há muito descontentamento e uma perda de apoiantes do Chavismo”, resume Rojas, que aponta ainda a falência dos sistemas de saúde e educação e a deterioração dos salários, que não chegam para suprir as necessidades básicas.









Ainda assim, “é muito difícil saber o que vai acontecer”, diz ao JN Alejandro Motta, diretor da consultora Think Consulting, especializada em análise da opinião pública. “Numa eleição normal, Maduro perderia. Se fizermos uma média das sondagens, Edmundo González Urrutia teria cerca de 60% dos votos, Maduro 30% e o resto seria dividido por uma dúzia de candidatos, a maioria dos quais ao serviço de Maduro para fragilizar a oposição”, diz.


 



Mas a normalidade não está garantida e o risco de manipulação “existe sempre com este Governo”, não só no dia das eleições: “É preparada com antecedência: negando o direito de voto aos venezuelanos no estrangeiro, mudando as assembleias de voto para dificultar o voto dos eleitores, desqualificando os líderes políticos, nomeando amigos pessoais de Maduro para dirigir estas instituições... A chave é ver se estas condições são suficientes para impedir a mudança política através do voto.”[...]Em eleições anteriores, os partidos da oposição foram proibidos de se candidatar, sendo rotulados pelo Governo como "marionetas fascistas" alinhadas a potências estrangeiras - como foi o caso do ex-deputado e opositor Juan Guaidó, que está em exílio e se diz "perseguido" pelo "regime" de Maduro. Desta vez, o presidente autorizou a participação da coligação de opositores, a Plataforma Unitária, e o acordo resultou num breve alívio nas sanções económicas dos EUA, que acabaram por voltar a ser impostas face ao bloqueio, do Supremo Tribunal da Venezuela, da candidatura da liberal María Corina Machado. Outros opositores também foram inabilitados politicamente.


 


 





6. O líder catalão independentista Carles Puigdemont, exilado desde 2017, prometeu, este sábado, regressar a Espanha para participar no debate de investidura do próximo presidente da Catalunha, não obstante o mandado de captura emitido contra si.



Foi a primeira vez que Puigdemont, que abandonou o país após a tentativa abortada de secessão da Catalunha em 2017, para escapar à justiça espanhola, falou em público desde que o Supremo Tribunal espanhol recusou, a 1 de julho, permitir-lhe beneficiar da lei de amnistia para os separatistas catalães.







 


 


Vários países ocidentais, nomeadamente os Estados Unidos, criticam a China por ter reforçado o seu apoio económico a Moscovo e acusam as empresas chinesas de venderem produtos na Rússia para apoiar o esforço de guerra do Kremlin.










 


9.  O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, manifestou hoje preocupação com as "ações provocatórias" da China sobre Taiwan, durante uma reunião descrita como "aberta e construtiva" com o seu homólogo chinês, Wang Yi, segundo o Departamento de Estado.



O chefe da diplomacia norte-americana manifestou "a preocupação dos Estados Unidos com as recentes ações provocatórias da China, incluindo um bloqueio simulado aquando da tomada de posse" do Presidente de Taiwan, Lai Ching-te, disse o alto funcionário norte-americano.









 







Após a tomada de posse do novo Presidente Lai Ching-te, em maio, a China cercou Taiwan com navios de guerra e aviões militares no âmbito de manobras militares. Estes exercícios seguiram-se a um discurso de tomada de posse que a China denunciou como uma "admissão de independência".



 



10.   Revelada identidade de espiões sul-coreanos na Coreia do Norte










 



 



 


 


 


 

Comentários rápidos.

 

Gosto de ler o Jornal de Notícias e de ter voltado ao jornalismo de antigamente. Mas faço um reparo. Continuo a notar que não sabem, tal como a SIC, a diferença de usar os verbos "avisar" e "ameaçar". A menos que queiram marcar posição e não me parece que seja o caso.

 

Fico sem saber o que se passa em diversas partes do mundo que parecem apagadas do radar das notícias. Seja no JN seja nos outros jornais nacionais. Quando quero saber de qualquer coisa consulto o The Guardian, e ainda assim é difícil.

 

De tarde se não sentir necessidade de descansar, lerei as outras notícias, incluindo as nacionais.

 

Entretanto vejo por aí agressores instalados na sua cobardia virtual chamarem loucos a pessoas lúcidas. O fenómeno Trump e as suas tácticas de amedrontar criam lastro.