Há um mês em conversa amena alguém me dizia: se ele ganhar dia 30 de Janeiro lá vamos passar quatro anos a assistir à chacota diária nas televisões e jornais. Limitei-me a concordar e acrescentar: e nos blogues.
É fatal como o destino. A história repete-se. Nada surpreende: é a festa sobranceira dos iluminados do costume. O que é preciso é dar circo aos intelectuais, académicos, jornalistas e comentadores lusos - como é sabido, todos com grande inteligência e capacidade de análise e de uma frescura e lisura a toda a prova - para se entreterem com a retórica e a anedota que tanto apreciam. Tudo normal e saudável.
O país, esse - aquele que menos conhecem e pelo qual menos se interessam os iluminados -, talvez venha a beneficiar.