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16/01/2022

Kierkegaard

 


«Existir significa 'escolher', mas isso não representa a riqueza, mas a miséria do homem. Sua liberdade de escolha não é sua grandeza, mas seu drama permanente. De fato, ele sempre se depara com a alternativa de uma 'possibilidade de sim' e uma 'possibilidade de não', sem possuir qualquer critério seguro. E tateando no escuro, numa posição instável de indecisão permanente.»


 


«A angústia é a possibilidade da liberdade. É o medo dessa possibilidade. A angústia é o puro sentimento do possível. Se houver coragem de ir mais além, se constatará que a então realidade será muito mais leve do que era a possibilidade. E o grande salto será o mais difícil, será cair nas mãos de Deus, será a coragem.»


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História da Filosofia, de Julían Marías


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Filosofia para Pessoas com Pressa, de Lesley Levene


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Uma das ideias de filosofia que ficou a pairar no meu pensamento ao longo dos anos é a da angústia da escolha de Kierkegaard. A constatação que sermos responsáveis pelas nossas escolhas – termos liberdade -, não estando determinados a agir de forma coerente e lógica, mas segundo a nossa subjectividade – existência – gera temor ou angústia. Além do que toda a escolha implica renúncia.


A imagem benévola da liberdade perde ingenuidade e ganha aqui o seu peso real – já percebido em Kant e na relação que estabelece entre responsabilidade e (consciência da) liberdade.