É revelador do estado de mansidão a que chegamos o número de vezes a que assistimos na televisão, nos jornais e nos blogues o verberar pela opinião dominante dos meios de comunicação de massa sobre a estupidez dos que não aprendem a sujeitar-se sem estrebuchar.
O insólito é fazerem-no hasteando as bandeiras da liberdade de expressão e do contraditório, como se o admitissem quando diária e sucessivamente tentam silenciar qualquer um que não vá na corrente. Adoro parangonas como “na minha opinião”, “eu que sou um desalinhado”, “eu que penso pela minha cabeça”, logo seguidas do invocar de uma qualquer trivialidade medíocre e bronca aceite pela maioria audível e de mindinho no ar, ou então constatar a permanente censura em vácuo dos radicalismos por extremistas das conveniências e interesses.
Que fazer? Têm-se pelo nec plus ultra da opinião válida.