A gula pela maioria absoluta de António Costa, que determinou a existência destas eleições, é uma manifestação de como há males que vêm por bem. Não nos chegava a pandemia como temos uma guerra anunciada no extremo Leste da Europa com desenvolvimento e desfecho imprevisível para o mundo e, sobretudo, para o velho continente.
Neste contexto a ideia de ter um malabarista agarrado à voluntariosa esquerda radical ao leme da nação lusa seria de todo a evitar, pelo que ao que tudo indica o destino (bom, em rigor serão os portugueses) encarregar-se-á de entregar a pasta de Primeiro-Ministro a pessoa mais sóbria e sensata. No momento, é o que Portugal precisa. E ao que se adivinha terá.