Bem cientes de que não há puros, carregando nós próprios falhas graves, desde cedo e ao longo da vida acumulamos apontamentos de ódios por defeitos alheios: o exibir de pseudo-sabedoria, prosápia, sobranceria, falsidade, ganância, falta de seriedade e de pudor, desrespeito pelos outros patentes em diferentes pessoas com quem fomos convivendo. Eis senão quando chega o momento de vermos o conjunto destas características que detestamos em pessoas que as conseguem congregar todas e para cúmulo percebemos que são as que mais ruído fazem e das que mais sucesso têm na nação. É aterrador. Mas explica muita coisa.
E ainda assim há quem leia estes apontamentos como mero ressabiamento e falta de inteligência. Como se não percebesse - não convém - o lodo em que estamos atolados.