O início da manhã na sorna de fim-de-semana - sabe cada vez melhor à medida que envelhecemos. Uma ronda pelos blogues. A leitura das gordas, artigos na diagonal e dois de opinião na íntegra no Observador e uma constatação que já começa a ter barbas: deixou de haver notícia para haver opinião. Abrindo qualquer jornal é rara a mera informação sobre acontecimentos determinados. Há sempre achegas mais ou menos engraçadinhos a fazer lembrar os repórteres de televisão que importaram as piadas do jornalismo desportivo – aliás, futebolístico. É raro ler (pergunto-me mesmo se ainda há) um artigo de jornal no qual não se depreenda a posição do autor sobre o sucedido – melhor fora se escrevessem apenas em blogues assumindo a preguiça e a falta de isenção em vez de continuarem a promover-se como os paladinos dos factos e da independência. Mas como é sabido quem faz reparos do tipo que acabei de fazer está infectado pelas teorias da conspiração, tem a mania da perseguição e deve ser ressabiado por natureza, sendo certo e sabido que não se pode melindrar o intocável pilar da Democracia que é a figura do Jornal nem dizer claramente que na verdade se é para palpitar seria mais honesto converter todas as páginas dos jornais em colunas de opinião.
Bom, de qualquer modo li um artigo assumidamente de opinião que vale sempre a pena entre o bebericar de um leite achocolatado da Agros como pequeno-almoço - "água oxigenada" como dizia pessoa próxima que trabalhou nessa empresa. Sempre desenjoa dos iogurtes que já nem posso ver – o plano de alimentação previa para esta quinzena cinco doses de iogurte magro por dia. Ideias geniais de nutricionistas: já nem uma única dose consigo.
Segui para as compras. Para quem não vai amiúde a centros comerciais é um facto relevante, tanto mais que no Natal fiz todas as compras online. Hoje visitei três lojas de roupa em saldos em cerca de meia hora ou quarenta minutos no intuito de conseguir um presente de aniversário. Comprei dois artigos em lojas diferentes. Resisti à tentação de trazer para mim apesar da muita oferta. Como não gosto de desperdícios estou a tentar não comprar peça alguma de roupa até que esteja na fase final do processo de perda de peso, daqui a um ano. Possuo a vantagem de apesar de ter dado a maioria haver guardado alguns trapinhos de todos os muitos números que vesti no último quarto de século – como não sou de grandes exigências é questão de ir cabendo neles à medida que os meses passam. Em casa guardo num gavetão roupa antiga marcada com o número 36 que vestia há 25 anos. Resta saber se isto corre tão bem que tenho gosto de vestir essas peças totalmente fora de moda. Na verdade se estacionar no 38 ou 40 já fico radiante.
À tarde lanche familiar em Braga. Chá, aconchego e conversinha boa. A noite prevê-se pacata.
Foi um dia bom.