
O Ritz com ar de mau. É este ar que põe todos os dias à hora de jantar quando quer comer. Fica junto da gamela com ar de desafio, como se dissesse: já te despachavas. Para o primeiro pratinho na manhã é mais doce, corre a casa comigo enquanto abro as janelas sempre a miar e a enrolar-se nos pés. O olhar mais dócil é mesmo quando está na brincadeira ou no mimo.
Percebo o ar de poucos amigos, também não estou a amar muito a escolha musical de hoje. É impressionante como se pode colocar uma bateria, um trompete e um sintetizador a soar a caixa de ritmos standard. Ressoa a montagem fácil.
Foi mais uma descoberta da Accuradio, mas desta vez não fiquei fã. Acontece. A primeira impressão é boa, mas acabamos por desgostar. Acontece muito noutras áreas da vida. Deixamo-nos enfeitiçar pelo brilho do sol, pelas simpatias e elogios fáceis e acabamos por perder o elã quando deparamos constantemente com a pretensão, mentira e sobranceria ou tomamos consciência da dissimulação recorrente. Tudo passa a soar a falsidade. E dessa queremos distância.