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18/05/2020

Nó cego

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A escrita e a leitura comportam perplexidades. Imagine-se um diálogo de uma novela entre as personagens A e B, sendo que a páginas tantas e no meio de tanta deambulação solitária, uma delas já não sabe se determinada frase ou ideia é a sua deixa ou a do interlocutor, ou pior, já não sabe quem é (ela própria) muito menos quem é o interlocutor. Enfim, o chamado nó cego. É um desafio não só ficcional. Imaginar que há gente que sobrevive mentalmente sã a estas experiências surreais na vida real é do camandro.