
Isto está bravo, gente. Está bravo. A concentração falha. Ao som da maquinaria que asfalta a rua (esperemos que ao fim de dois anos dêem por terminadas as obras) trabalha-se sem dar por ela. Não há vontade para ler jornais. Só para passear. O pensamento corre independente das decisões. Ganha asas e lá vai ele, disparado. É preciso situá-lo, lembrar que há uma vida para preservar, uma casa para cuidar e uma Quinta para escrever. É preciso sentá-lo à janela para uma conversa franca e sábia, daquelas que lava a alma.