
Dizes que a amas. Como se existisse, quando para ti é uma abstracção a moldar. Dizes que amas. Como se tivesse direito a ser alguém, e não barro tolhido e retorcido pelos teus dedos intencionais e repressivos. Dizes que a amas. Como se respirasse para além das tuas projecções e frustrações.
Dizes que a amas. E não a conheces, nem queres conhecer. Preferes idealizar com uma mão e recriminar com a outra. Dizes que a amas, mas não suportas que seja quem é, e é liberdade.