Pesquisar neste blogue

20/06/2025

Relambório

O que me ocupa a mente? Assuntos díspares. O que é que isso vos interessa? O que é que isso contribui para a vossa felicidade? Como dizíamos em pequenos em família quando alguém estava a aborrecer. Possivelmente pouco o nada.


Divertiu-me uma confusão do Nuno no passado fim-de-semana. Chegou a dizer-me que tinha um P.L. no WhatsApp, que afinal não era o antigo amigo da área profissional, mas dizia que a cara do Nuno não lhe era estranha. Barafustei. Claro que não é o teu P.L., é o meu velho amigo P.L. (têm o mesmo nome e apelido), com quem não falo há anos. Só me fazes passar vergonhas. A explicação. Para o Nuno ter acesso ao WhatsApp no computador, liguei um antigo smartphone meu com um número novo que a NOS nos havia impingido no pacote de comunicações. Ora esse telemóvel tem na memória o registo dos meus contactos. Daí ao Nuno misturar contactos dele e meus foi um pequeno passo.


Foi uma confusão com resultados positivos já que troquei mensagens com o P.L. Pusemo-nos mutuamente a par da vida de cada um e dos nossos pais e companheiros. E claro vieram-me à mioleira as memórias de outros tempos. Na primeira metade dos meus vinte foi o amigo com quem mais vezes saí aos fins-de-semana para a noite portuense e raramente para a noite lisboeta. Até que ele conheceu o J. abalou para Lisboa, fazendo lá vida. O J. é uma joia de pessoa, de quem gostei muito, e ainda hoje vivem juntos. Nessa altura a T. regressou ao Porto, tinha feito o curso em Lisboa e o C. vivia entre Porto, Lisboa e Londres - o andarilho deste quarteto de velhos amigos de Gaia.


Dos velhos amigos para as recentes. Tenho trocado pontualmente mensagens com a T., conhecida na viagem à Turquia, e anteontem recebi email da S., também companheira dessa viagem. Fiquei contente em saber novidades. Adoro que me contem novidades e saber dos outros. Vivem ambas em Lisboa e ficaria contente em vê-las daqui a três semanas quando formos a Almada. A ver vamos se elas têm disponibilidade para o cafezito. Há duas semanas também recebi mensagem de um casal madeirense, companheiros de viagem às aldeias históricas beirãs de Abril passado.


Muito longe desta leveza entra a memória da corrida ao armamento de finais do século XIX/início do XX e da formação das alianças militares no prenúncio da Primeira Guerra Mundial. A lembrança dos vinte milhões de mortes nesse conflito global e dos setenta ou oitenta milhões de mortes na Segunda Guerra Mundial. Estes reajustes nos equilíbrios de poder entre as estados e nações com pretensões territoriais e focos de tensão regionais têm sido cíclicos e cada vez mais mortíferos. É verdade também que cada vez somos mais. E sei que é uma enorme crueldade dizê-lo, mas não só somos mais, como demais, para um planeta a esgotar os recursos naturais e com enorme desequilíbrios na distribuição da riqueza e condições de vida. A Natureza costuma agir para repor a sobrevivência do planeta. Regenerar-se. Senão por intermédio de fenómenos naturais, pela mão humana. Isto anda tudo ligado. Desculpem qualquer coisinha.