O elogio da imperfeição fofinha e atractiva para inglês ver não tem o menor interesse. É apenas a busca do sexy. Equipara-se do lado oposto à batotice de quem apregoa qualidade sem critério. Equivale à promoção do estabelecido e instalado próprio ou de outrem. A imperfeição que vale é a que envergonha, a que dói. Só essa é capaz de se regenerar e criar valor - só essa tem aptidão transformadora. O defeito atraente serve apenas para dar gracinha e fazer pandã com os anúncios da competência, da qualidade, da perfeição intrujonas de tão replicadas, encaixadas nos cânones, no aceite passivamente. Incapazes de se pôr à prova, incapazes de revelar as verdadeiras falhas no processo de criação. Tudo quanto tem valor nasce da aprendizagem autêntica e não do faz de conta dos rótulos impostores dos “melhores” instalados.