Acabo de terminar a audição do romance Aparição, de Vergílio Ferreira – audiolivro disponível no post anterior. Não vou fazer comentário ou recomendação do livro. Não é meu hábito. Interessa-me apenas o toque subjectivo. Um registo pessoal. Não tenho a pretensão de avaliações ou críticas convencionais.
Foi um regresso ao existencialismo depois de muitos anos. Em miúda li um pouco de Simone de Beauvoir, Sartre, Camus. Nunca li Malroux. Lacuna a corrigir. Já comprei há anos A Condição Humana. Fica para melhor oportunidade. Sim, não é um existencialista, mas pelo que ouvi não andará longe.
Quanto ao romance que acabei de ouvir uma das sensações que se impôs no final: a confirmação de que as ideias e o conhecimento não são benignos em si mesmos. Mal apreendidos, caídos em espíritos mal preparados, mental ou emocionalmente desajustados podem dar péssimo resultado. E isto é tão real. É só olhar em nosso entorno, é só pensar na história do pensamento e nas suas concretizações no plano político ao longo da evolução humana.
Com os pés mais assentes em terrenos sólidos comecei hoje a ler ao Nuno A História da Ciência para Pessoas com Pressa. Sim, esse tipo de livro que envergonha tontos(as) presumidos(as). Estamos ainda na astronomia e cosmologia. Na Idade Média, nos árabes. A breve espanadela pela ciência passará também pela Matemática (já li o tomo da colecção dedicado), Física, Química, Biologia. Medicina e Geologia. Noções singelas e abreviadas. Não preciso de mais. Só de estrutura. E de revisão constante em função da péssima memória. Sou básica. O único comentário que deixo é também de confirmação: hoje em dia o saber milenar oriental, e em concreto da China, não passa ao lado dos manuais ocidentais, por mais ligeiros ou abreviados sejam. O que antes aprendíamos com os gregos, agora reconhecemos também aos chineses. Bem sei que antigamente já havia quem nos trouxesse esses ensinamentos, mas não constavam dos conteúdos para o grande público.