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11/03/2025

Da esperteza: vivemos sequiosos pela novidade e destruição

Mortos por mostrar mais rapidez de análise e brilhantismo, desesperados por condenar adversários, ávidos por exibir sapiência, em pulgas para ironizar e desdenhar. A competição desenfreada. A afirmação pela afirmação de cada visão da realidade. A novidade pela novidade e a destruição por prazer inconsequente até ao absurdo total. Não sobra tempo para digerir o que se lê e ouve, não há tempo para a sensatez. Não há lugar a aceitação e compreensão, apenas afirmações sentenciosas, sejam explícitas ou tácitas. Vive-se de afogadilho.


O dia de ontem é passado remoto.