Hoje às 8h29 dei entrada no Centro de Saúde, antes das 8h40 fui atendida pela médica de família para a consulta de rotina, com a referência para cirurgia (nada de especial ou que inspire cuidados) na Prelada. Diz a médica: está demorado. Digo eu: não tenho pressa, não é urgente. Quanto tempo?, pergunto. Riposta ela: há casos considerados menos urgentes, talvez três a seis meses para a primeira consulta. A médica é de opinião que deveria ter sido referenciada para cirurgia no próprio Santo António. É possível que tenha razão e até presumo que o motivo do médico do Santo António para me aconselhar a Prelada seja subjectivo e fútil, mas é o menos quando na cidade há escolha hospitalar.
À saída do consultório enquanto me despedia olhei para o bengaleiro e vi o guarda-chuva do qual me havia esquecido na consulta do Nuno de dia 18 de Janeiro (há quase dois meses). Antes que eu dissesse o que fosse, a médica: ah, é verdade, é vosso. Eu lembro-me. Ficou aqui. Leve-o, leve.
Luxos. O Porto é uma aldeia da qual eu gosto.
Este também é o Serviço Nacional de Saúde, o tal que não funciona. O SNS de quem o usa, não o de quem faz política rasteira e oportunista à custa dele.
Bom dia.