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01/03/2024

Debates

Terminou a minha ronda pelos 28 + 1 debates. Nos últimos dias ouvi:



Já não consumia tanta política desde, sei lá, a morte de Sá Carneiro em 1980 no dia a seguir a fazer sete anos, não, desde a rodagem de Cavaco Silva para o Congresso da Figueira da Foz em 1985, não, seria por ocasião do PRD liderado por Hermínio Martinho, aquele senhor a quem as vacas choviam no Tejo, não, desde as presidenciais de 1986 entre Mário Soares e Freitas do Amaral, sim, essas da Marinha Grande, não, desde os grandes comícios para a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva em 1991, não, desde a viragem para os Governos PS em 1995 para gáudio dos amantes do diálogo mole e parasita, não, desde a fuga do pântano de Guterres de 2001, não, desde o curto Governo de Durão Barroso de 2002-2004, não, desde a anedota que se seguiu de Santana Lopes, não, desde dos Governos do animal feroz José Sócrates e da época da bancarrota, não, desde o abnegado e imaculado salvador da pátria Passos Coelho que não gostava de pieguices e se rodeava de gente bastante menos abnegada e imaculada, não, desde o malabarista António Costa dos mundos e fundos, não, desde...


Há pelo menos 44 anos a ouvi-los. 


Nas linhas acima só se vê o mais fácil, as parangonas e a frivolidade das quatro décadas e meia, não se vê o que está debaixo da pele, o questionamento, a tentativa de compreender as razões dos campos opostos, de congregar o todo. A eterna tentativa de harmonia e de respeito pelas diferentes visões. Aquilo que os basbaques da opinião audível exibem como espécie de triunfo particular e exclusivo - a Democracia -, invocando para si grandes qualidades de democratas e defensores da liberdade de expressão sem que a pratiquem no pensamento, no discurso e na acção.