Como é habitual fomos votar depois de almoçar. Desta vez ambos na Rodrigues de Freitas. Descemos de Uber, subimos a pé. Lá expressamos o que cada um considera melhor para o país e para si próprio. O Nuno da Secção 20 do piso 1, eu na Secção 10 do piso 0, uma por cima da outra. A minha com cinco pessoas à frente na fila, a do Nuno sem ninguém por quem esperar. Ele teve direito a maiores simpatias e agradecimento por ter ido votar. Compreendo o sentido do elogio que já vi fazerem várias vezes: com tanta gente abstendo-se nas últimas eleições é de louvar o esforço. Contudo, confesso que estranho sempre este pensamento. A mim nem passa pela cabeça que alguém por ser cego não vá votar. É tão só o normal.