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Esta noite fiz para jantar risotto rústico de bimi, bacon, brie e trufas. Querem a verdade? Não estava mau, mas o empastelado dá uma trabalheira e fico maldisposta quando as coisas dão trabalho a mais. O que não se vê e ouve nas fotografias catitas? No momento em que ia tirar a medida azul do arroz do armário atirei ao chão meio saco dos snacks do gato, praguejei e disse todos os palavrões que conheço. Fiquei a apanhá-los do chão, enquanto isso o raio do arroz quase colava – aliás no fim ficou um pouco colado ao fundo do tacho. Mais? Odeio cozinhar com muitos apetrechos. Hoje tive de usar a sertã para as trufas e como não gosto de vegetais mal cozinhados, tive de cozer previamente os mini brócolos. Ora, mais uma pequena panela para atravancar a cozinha. Foi essa água de cozer que fui juntando aos poucos, depois da primeira cozedura do arroz com um nico de vinho. Por fim juntei o brie. E querem saber? Não fica mau, mas comi demais e acabei um nada enjoada. Além disso, bebi meio copo de vinho, um pouco mais do que o dedo habitual e fiquei cheia de sono, ora hoje é sexta-feira e queria aproveitar espevitada o início de fim-de-semana. Resultado: má-disposição. Mau feitio. O que safou o jantar foi o corte do limão e da hortelã que dão alegria a um prato que tende para o enjoativo. Ah, e as trufas são óptimas. Mas se tivesse feito uma salada em cinco minutos ou um arroz branco com bife em quinze, ficava mais alegre. Ah e tal, como é lindo cozinhar com amor. Tretas. Estas paneleirices que demoram uma hora a preparar são óptimas quando outros cozinham e nós comemos. Tenho dito.
Se querem uma segunda opinião, o Nuno diz que estava delicioso e nada enjoativo: o melhor arroz que fizeste até hoje. Mas ele diz estas coisas muitas vezes. Não se fiem. É graxa para ter quem cozinhe. Li-lhe isto e diz que discorda de tudo quanto escrevi.
Uff, desabafar até me aliviou. Já estou mais bem-disposta.
Bom fim-de-semana.