Nada como denegrir ainda que dissimuladamente o que tem valor para dar espaço e realce ao medíocre. São escolhas. O que é preciso é que o mau e o sofrível sejam elogiados pelos apaniguados. O que é preciso é fazer cair em descrédito o bom, o que tem qualidade. O subterfúgio dos incapazes, dos oportunistas, dos que vivem encostados nas redes de relações interesseiras. Todos muito bem sucedidos ou em vias disso.
As grandes audiências, que fizeram das Casas dos Segredos grandes sucessos, continuam a vingar na televisão e no mundo online, agora noutros formatos disfarçados de produto informativo-entretém. Viva a porcaria. Sempre muito destacada, sempre muito falada. Viva o saltitar adolescente entre o querer agradar com inanidades e o criar atrito gratuito à força toda. Viva o vazio de ideias próprias e a ausência de defesa daquilo em que se acredita. Há gente que não vive sem intriga, sem maledicência com alvos determinados - todos quantos possam fazer sombra e pôr a nu a vulgaridade que domina o espaço público. Há gente para quem tudo o não seja aparência e rasca é aborrecido. Os mesmos que têm a lata em perorar sobre mediocridade ou estupidez alheia. Os mesmos que gostam de fazer aconselhamento à moda dos livros de auto-ajuda - é o patamar dos holofotes dos patinhos, a que está destinado quem cai no logro de querer vender-se à força toda. Só rindo. Quác-quác.