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04/08/2023

Trapos, raios de sol e moralidades para a próxima quinta-feira

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Assim telegraficamente ou nem tanto o que é que se te oferece dizer (expressão à político)? É sexta-feira. Gostavas de fazer um postal sobre trapos e à falta de um manequim daqueles que havia nas costureiras com um busto cravado num espeto (tem um quê de frango assado, aquilo) voltas a exibir parcelas de ti. Como o Universo é generoso em vez de inutilizar as fotografias para que não tivesses oportunidade de te manifestares tão narcisa, ainda te oferece raios do Sol visíveis para mostrar como és abençoada pelas alegrias terrenas.


De resto, uma ideia ainda despegada de lógica (como o azeite em água fria quando a panela vai a lume) a trazer na próxima quinta-feira. Duas, aliás. A questão do “todos” e como no último ano te ocorreu várias vezes ao leres outros por aí a questão da falta de respeito pelo próximo encapotada de moral persistindo-se em enaltecer os eleitos por confronto aos impuros ou ignorantes (ou seja lá o que for). Este apontamento não deverá constar da quinta-feira uma vez que já foi aglutinado por quem era suposto. A segunda ideia, a de um paradoxo face à constatação de que por vezes as pessoas com menos sensibilidade (e as que mais provocam dor nos noutros por falta dela) são as que por cumprimento do dever e disciplina, pautando-se pelos bons costumes (sim, socorreste-te desta expressão), acabam por chegar com maior facilidade aos outros e aos seus problemas. Isto é, a sensibilidade, as críticas aos moralistas conservadores, as proclamações de grande preocupação com os outros e a defesa dos seus direitos e igualdades de oportunidades sem prática condizente no terreno não colhem tanto efeito útil para a sociedade como meter as mãos à obra por mais imperfeita seja a acção.


Bom dia. Boa sexta-feira.