
Hoje não há pratos de almoço – aproveito para informar que é resto do jantar de ontem: massa espiral (com a novidade de lhe misturar ervilhas e cenouras) e bifes de peru -, mas há mais exibição de trapos. Começo no + 1 que é o lugar onde deposito os casacos à chegada a casa. Apesar de estarmos em Agosto têm estado manhãs e fins de tarde frios, pelo que esta semana andei sempre com casacos de malha. Os quatro que se vêem nas costas da cadeira estão por ordem de chegada, vão acumulando até os arrumar ao fim-de-semana: na segunda-feira usei o verde porque tinha uma t-shirt com motivos com essa cor, na terça preto com os jeans, na quarta e quinta o casaco de tecido jeans (não gosto da palavra ganga, chamem-me manienta) para quebrar a negritude das calças e t-shirts, na sexta-feira cor telha com o vestido estampado. Não penso mais do que segundos nestas conjugações e agora faço um post como se tudo isto fosse muito importante. Nunca vesti segundo a moda, nem ligo às tendências. A única referência que ainda quero fazer quanto a casacos é à do tecido jeans. Por muitos e muitos anos não usava peças de jeans senão calças, já que fui educada por quem as odiava, considerando de franco mau gosto. No liceu achava imensa piada a vestir os casacos de ganga dos amigos (aqui sim faz sentido usar a palavra "ganga" porque era assim que os meus amigos os denominavam). Sentia-me muito bem. A forma como me vestia na adolescência causava reparos em casa e isso para mim é a normalidade. Cada geração e cada um por si vai marcando o seu gosto. Vejo isso na geração seguinte com gosto e até costumo contribuir pontualmente para a afirmação dando peças de roupa preta a quem está na idade de só gostar de preto e de parvoíces como calças rasgadas. O normal. Talvez tenha comprado este casaco/camisa de ganga há 15 anos, não o pude usar nos últimos por ter engordado muito (antes de perder peso novamente). Os casacos usados esta semana têm todos mais de 10 anos.

Ora então passemos a pente fino as elaboradas e sofisticadíssimas indumentárias da semana: blusa de alças largas preta comprada na Humana (loja de segunda-mão) e calças pretas da C&A; t-shirt branca e verde da Code com jeans da Mango; T-shirt preta e branca da Code e jeans da Mango; vestido estampado da Natura. Apontamento a fazer neste parágrafo: o facto de não ser nada dada a peças de roupa com dizeres, mas há umas semanas revolvi o guarda-vestidos e encontrei lá estas compradas há 10 anos, reabilitando-as.

Por fim, ontem foi sexta-feira e por vezes é dia de tentação por não vir almoçar a casa e ter mais tempo. Fui à Cortefiel e comprei uma t-shirt e uma blusa, ambas em saldo, ambas brancas. Mas de tamanhos diferentes: uma M outra XL. Os tamanhos que havia: nos dias que vestir a grande vou parecer mais batoque, nos outros mais miúda; não há nada como variar. O branco é que para mim é um drama. Gosto imenso de vestir peças de roupa branca especialmente no Verão, mas sou bastante desligada quanto ao tratamento de roupas – não uso nem quero usar detergentes para cores diferentes nem amaciadores nem nada disso. E não raro enfio na máquina peças claras com escuras, sendo o resultado que se conhece. Nada de novo, dirá quem boceja com tudo isto. Tudo mais do que visto e revisto. Para quê contar isto? Apetece-me e diverte-me e se for a única leitora deste post continua a apetecer-me e a divertir-me. É uma maçada gente com esta falta de auto-estima. Um horror. Sofro tanto.
A grande preocupação no momento é saber se pelo menos a Piscina Municipal da Pasteleira está de facto aberta aos fins-de-semana, já que a da Constituição vai estar fechada todo o Agosto. É o que vou ver a seguir.
Bom fim-de-semana.