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23/08/2023

Castigo

O post anterior tinha (e ainda tem) o vocábulo vida repetido inúmeras vezes. Num caso no mesmo período. E também noutra frase os termos questão e questões. Corrigi e é possível que muito mais haja a emendar no texto, mas por enquanto fica como está.


Para quem acha pateta ou exagerado os postais que escrevo sob o título “Castigo”, digo apenas que servem o propósito das Comezinhas. Mostrar-me em construção, brincando quando calha, sem o cálculo ou artifício que é tão comum e dominante. Nunca compreendi bem a necessidade de fazer de conta que não se erra ao mesmo tempo que se apontam falhas alheias. Nunca entenderei a desonestidade do fingimento e da pretensão.


Ao contrário do que julgam os sábios petulantes, não se trata de ignorância atrevida. Não faço gosto nenhum em cometer erros, tão pouco em exibi-los com orgulho.


Ao contrário do que pensam os bem-intencionados, não sofro especialmente com esta exibição. A minha insegurança é  nalguns aspectos muito mais aparente do que efectiva. Sinto-me muito mais segura a ser como sou do que a fingir o que não sou tentando impressionar ou enganar.


Podia dizer isto pela negativa, ou seja, explicar que esta é uma forma reactiva a atitudes ridículas de tão presunçosas e aldrabonas que vejo disseminadas mas, sem deixar de dar esta nota, fico-me por aqui, procurando realçar o positivo.