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29/08/2023

Sombra na janela

20230829_005456


*


Desconfiada da sombra


abriste a vidraça


para investigar.


Nada mudou.


Sempre escuros,


ramos de árvore ao luar.


Eternas e sós,


tu e ela.


Em silêncio.


 


Menos longe,


a água revolve a torneira,


chia a porta de madeira.


A moto passa,


só para contrariar.


 


Lá fora,


no mundo imenso


gemido do cão,


grito do pássaro


à lua,


 bem familiar.


 


Ainda ontem


a borboleta batia à janela -


porquê?