É a nova versão do Estado sou eu, mas agora pela prédica de cristão bem-intencionado.
Diz que o Governo deve governar melhor, a Oposição ser mais afirmativa e pede à Câmara Municipal de Lisboa que gaste menos no palco para receber o Papa. Diz tudo isto e muito mais sob os holofotes dos jornais e televisões. Diz tudo a toda a hora sempre de megafone na mão, procurando agradar ao maior número de portugueses.
E, no entretanto, diz-se preocupado com a perda de relevância das Instituições. As tais que todos os dias pisa e desconsidera através dos inúmeros bitaites, amplamente secundado pela comunicação social. Só rindo.
Entretanto os entertainers da informação e da opinião continuam a distorcer o passado do país e a tentar manipular o presente em benefício da manutenção e fomento da rede de interesses que mantém o país nas mãos de uns tantos presumidos de pouco valor especialistas no auto-elogio e na promoção de governantes e opositores de modo a que, ficando a dever o favor, giram os interesses da fraca casta. O discurso passa sempre pela valorização dos simulados mantras das últimas décadas - que conferem bilhete de ingresso no mundo audível dos meios de comunicação e redes sociais -, e a omissão deliberada ou o refutar de factos relevantes para o percurso da nação, apelidando-os de mentiras ou ódios. Tudo quanto explica o estado de neurose a que chegamos é enfiado debaixo do tapete. E assim se adia o país.
O Estado sou eu e um punhado de gente de pouco valor e avessa à verdade.