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13/01/2023

Contramão

Tão bem a ler o meu livrinho cheio de boa e antiga ironia, eis senão quando me canso, penso em ir petiscar qualquer coisa, fecho o livro e vou até um jornal. Nem abri mais do que os títulos: Portugal e o mundo ensandecidos. Dá ideia que não ficará pedra sobre pedra.


Perfeitamente ciente que o Universo não aguenta 24 horas sem escrito meu - tal qual o maluco a conduzir em contramão que se queixa das dúzias de automobilistas desnorteados -, venho aqui dizer que ainda não tive tempo de reformular a tal questão importante. Possuir tempo implica prioridades e hoje colocaram-se muitas no entremeio, incluindo relaxar. Além disso, há-que arranjar disponibilidade para me lembrar de tão fundamental questão face ao drama de sempre: acomete-me um bom punhado de pipocas da imaginação passada e futura de cada vez que penso. 


Sendo assim, cumpre traçar um plano. Trarei essa tal ideia, juntamente com uma série de outras que foram sendo deixadas em aberto no blogue. Mas hoje não. Bem sei que o Universo esbarrunta-se todo, mas não padeço de pressa. Há quem, sofisticadíssimo, chame a isto sistematização. Qual quê? Mera arrumação da tralha mental, isso sim. 


Se por mais não valeu este post, fica o verbo esbarruntar. Mais um termo sem pedigree para aval piroso.