À moda daquelas tradições produzidas pela televisão com meia-dúzia de anos de impinge-impinge até que fura, as Comezinhas também fabricam tradição. Uma delas: a do 100 vezes no quadro de castigo.
As velinhas da mesa de 31 não estavam acessas nem possessas, não estavam mesmo acesas. Em bom rigor, se quisesse tinha acesso às ditas, estavam à mão de semear, mas não as acendi; com a sortinha que tenho, as agulhas de plástico iriam derreter e as pinhas verdadeiras pegar fogo. Ia ser uma passagem de ano plena de fogo de artifício.
Acesas, acesas, acesas 100 vezes.
O que me rio com as acesas e acessas. É tão bom ser tonta, divirto-me imenso comigo própria. Enfim.
E como não me apetece abrir mais um post, acrescento aqui que talvez não faça outro hoje. Depois de ir ao supermercado e jantar vou ver casas. Há tanto tempo (um mês?) não sei quanto mais caras estão. Haverá alguma novidade? Ou isso, ou desperdiçar tempo à fartazana, do género: pensar na morte da bezerra. Ou arrumar gavetas. Vai dar ao mesmo: as gavetas de roupa ordenadas dão o gosto de abri-las durante semanas sem aquela repulsa face à desordem; ao pensar na morte da bezerra abro e entreabro as gavetas da mioleira para nos próximos tempos produzir qualquer coisa que me agrade - isto de escrever é uma forma como outra qualquer auto-gratificação (soa mal?, que se lixe; sabe bem e nada melhor do que tirar prazer próprio do que se faz não estando à espera de agradar aos outros; se gostarem, será bónus). O que é importante é não ver televisão nem ler sensaborias sobre actualidade. Na verdade, nem ler. Sem pachorra nenhuma. Por mim, por estes dias podem reduzir as opiniões a apontamentos telegráficos. Caso contrário, é muito provável que leia a primeira frase e o último ponto final; isto se as primeiras palavras não tiverem muitas sílabas e o scroll não demorar muito até ao ponto final.
Ou desdizer tudo e escrever uma nova entrada pateta para o blogue. Ou ler uma porra qualquer longa e intrincada. É para o lado que estiver virada.
Boa semana.
E os mais sensíveis e delicadinhos - vá, fingidinhos -, desculpem o "porra" (e o "lixe"). Foi o que saiu, ponderei depois tirar, mas como leio muito pouco e não tenho vocabulário rico aprendido na televisão, jornais e secções lifestyle, não arranjo um sinónimo adequado que me apeteça - pensando melhor, talvez arranjasse, mas é melhor não.
Boa noite. E obrigada ao Universo pelo Sol de hoje que trouxe a boa-disposição.