Li apenas o prefácio. Comprei um exemplar em Maio de 2019 para oferecer a quem me começou a dar livros na adolescência e tem agora 80 anos. Depois, em Dezembro desse mesmo ano, trouxe um para mim.
É um dos muitos que já deveria ter lido, mas continuo a não ter a certeza de me conseguir abalançar. Faço pelo menos o que faço com todos os que entram, marco-os com uma leitura mais ou menos breve, às vezes do prefácio, como este, outras de trechos mais ou menos longos, mesmo capítulos, quando não metade deles. Ficam assim a balançar no meu cérebro como se fossem éter. À espera de maior disponibilidade mental.
É como se andasse uma vida a fazer log numa data de universos e os deixasse pousados na interrupção, prontos a serem retomados um dia. Já voltei e terminei vários nestas circunstâncias.
Hoje ainda tive oportunidade de voltar a um romance que deixei a meio no Verão - estava a contar o enredo ao telefone e perguntaram-me: mas então não vai conseguir parar de ler? Vou, claro, não me deixo prender dessa forma.
E é assim a vida: tão fora das regras quanto esta estranha e indisciplinada leitora.
(amanhã tiro novas fotografias, algumas destas estão desfocadas.)







