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18/11/2021

Acordar cedo

Ontem li por aí naqueles sites lifestyle que tendo deixado de fumar aos 40 (aos 42, em rigor) ganhei 9 anos de vida. Com o crédito que costumo dar a estes apurados estudos fiz logo contas à vida e associei uma pesquisa virtual feita há 15 anos nas bruxarias - coisas mais ou menos ao mesmo nível de credibilidade destes estudos sobre saúde - no qual me indicaram como idade provável de morte os 66 anos.


Ora, 66 + 9 = 75. Bolas, nem sequer chego às machadinhas (77), espécie de superstição de um ramo da família de outros tempos.


E isto já sem contar com aquelas estatísticas que têm em linha de conta outros factores como o peso, alimentação, hábitos de exercício etc.. Creio que nesse caso já serei um zombie, com os meus mais de 100 quilos - é sempre bom não definir: fica sempre aquela margem entre os 101 e os 199 - já morri e ninguém me avisou.


Nada disto joga com o meu grande objectivo desde criança, que é viver até tarde. Sempre me imaginei a saborear os 80 e tal. Daí na Ana Paula aquela referência aos 82, idade em que tenciono recomeçar a fumar contra as determinações lifestyle, seja da saúde seja de outras bruxarias. 


É nisto que dá acordar às 6 e meia da madrugada.


Mais tarde edito este post. Agora ainda estou no quentinho no vale do edredão. E sim, já me levantava para tomar o café e fumar o cigarrinho. Ai, a saudade.