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10/11/2021

Grande toalha branca

Na noite passada sonhei com uma enorme mesa coberta de uma toalha imaculadamente branca e bem passada a ferro. Sonhei também que estava doente de cama e que passavam por mim familiares menos próximos a quem falava e não me conseguiam ouvir. O tema além de outros assuntos passava por duas horrendas mesinhas de cabeceira assinadas com impecável caligrafia Louis Vuitton - é por estas e por outras que os sonhos me divertem tanto.


As interpretações dos sonhos dizem que observar grandes toalhas brancas limpas e ver-se doente são bons augúrios. Contrastam com as previsões dos astros que apontam para um mau mês de Novembro, o que parece confirmar-se atentas as últimas semanas. O Nuno diz-me que ponha os intérpretes dos sonhos a discutir com os astrólogos para ver se chegam a alguma conclusão. Limito-me a fazer a média a imaginar que continuará a pasmaceira de sempre.


Em criança sonhava muito com o mar, as ondas do mar. No Verão na praia não o temia nem me passava pela cabeça temer o mar revolto, mas quando chegava o Inverno e os sonhos nas noites de Valinhas lembro-me de sonhar com o mar bravo e estar com medo – o meu mar não é o dos paraísos tépidos, mas a água revolta e fria. Ao que dizem as ondas representam mudança. Já devia ser a minha permanente ânsia de mudança e eterna insatisfação – como comentou há uns meses uma amiga: sempre te conheci insatisfeita. Curiosamente faço a mesma ideia dela. Mas é facto: só em absoluta excepção dou por mim sem vontade de mudar - de partir.


7 de Novembro 2021