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06/06/2021

Roman Protasevich

As imagens divulgadas anteontem do pedido de perdão de Roman Protasevich em entrevista transmitida quinta-feira e obtida sob tortura são de uma violência atroz. Deveríamos estar a denunciar e a reflectir como é possível que tudo isto se passe sob o olhar entre o curioso e o distraído da humanidade. É com espanto que reparo que ontem o tema saiu dos destaques dos principais jornais portugueses. É a normalização da brutalidade: hoje noticiamos e destacamos a tortura de um homem por um regime totalitário amanhã acenderemos as luzes sobre o partido dos gatinhos e cachorrinhos ou o cancelamento das viagens turísticas dos bifes. Tudo ao mesmo nível. Insano este tempo em que vivemos.


Fica aqui o registo do testemunho de uma militante comunista portuguesa sobre o assunto, citada pelo jornal (Nascer do) Sol: Temos que ver quem é Protasevich... Colocá-lo como um grande jornalista ativista dos direitos humanos... Basta pesquisar quem é esta personagem. Essa pessoa tem ligações à extrema-direita nazi.