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09/06/2021

Descansar

Há alturas em que dá medo - sim, não é uma expressão ‘livrescamente’ bem - emergir à superfície e sorrir - se submergisse à superfície era o diabo a quatro. Medo que o destino esteja a tecer alguma maldadezita traiçoeira. Mas por agora interessa aproveitar os próximos quatro dias de liberdade. Claro, já comecei com os planos: fazer isto, aquilo e aqueloutro. E ouvi o conselho impossível de ouvir há vinte anos. Dizem-me para não me meter em grandes trabalhos e não me cansar. Dizem-me que preciso descansar. Agora é isto: a paxá da família deu em labutadora. Não era suposto? Passaram a vida a dizer que precisava trabalhar. Agora que tomei o ritmo frenético nortenho é para abrandar? Decidam-se.


Brincando: careta e língua de fora.


Já marquei férias em Sesimbra para mais adiante e ouvi (mal) qualquer coisa que lá não se desconfina. Não interessa: há varanda, mar, peixe e cama. Os imprescindíveis em férias. E caracóis para o Nuno. À noite tem o bónus das estrelas cadentes, de dia esperemos que haja sol. A água deverá estar gelada como é costume e a piscina do hotel não é grande coisa. Mas gosto de Sesimbra, é uma das vilas portuguesas onde me sinto em casa e onde regresso sempre com prazer.


Ainda não é este ano que desço mais um pouco.