Do muito que lembro dos anos em que acompanhava o futebol realço o sorriso generoso, as cantorias, as partidas e a forma como o Neno ajustava a bola com malandrice a preparar-se para o grande momento. Era com certeza um homem bom e só pode deixar saudade.
Não consegui deixar de me arrepiar ao ouvir as bancadas de adeptos dinamarqueses e finlandeses entoar o nome Christian Eriksen, caído inanimado no relvado por paragem cardíaca e pronta e sagazmente acudido por companheiros e equipa médica.
Salvou-se.
São momentos como este que salvam o futebol e o mundo.
Sem o mesmo drama e intensidade, recordo um jogo de 97 entre o Barcelona e creio que o Desportivo da Corunha – sei que era uma equipa galega e o jogo se realizava na Galiza – no qual o Ronaldo (o Fenómeno) fez uma jogada incrível fintando vários jogadores adversários para terminar marcando golo. Lembro de como os adeptos galegos ovacionaram de pé o brilho do adversário.
Tal como me lembro do golaço de bicicleta que o Cristiano Ronaldo marcou há 3 anos pelo Real Madrid à Juventus e de ver adeptos italianos a aplaudi-lo. Outro grande momento do futebol. É pena que não sejam estas as imagens que prevaleçam na memória de todos e se perca tempo com marquises.