Ia escrever mais um longo postal sobre a imbecilidade da clubite, pensei vinte segundos e lembrei-me da razão de ter deixado de seguir futebol. Deixo por isso só uma dúzia de linhas: ser imbecil é ser provinciano dissimulado e confundir cidades e clubes de futebol, negar evidências para defender o indefensável e só ver as evidências quando se acha que comprometem os adversários. O mundo do comentário de futebol está cheio de grunhos convencidos que são intelectuais.
Por mim, esta treta das últimas semanas serviu bem para cortar a direito onde já devia ter cortado ao ver que se privilegia sobretudo o gosto pela chicana à força de arranjar mais leitores caceteiros. Tudo a condizer: os pseudo-debates a pretexto de fomentar quezílias, as mentiras repetidas exaustão na esperança que se tornem verdades, as trocas de favor e as penumbras. Um logro.
Além de tudo, já sabiamos que havia quem não soubesse perder, mas ao menos podia saber ganhar. Era o mínimo que se pedia. Nem isso.