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A vida corre impiedosa. Mata o que foi e o que não chegou a ser. Esvazia a beleza e a verdade dos sentimentos. Irrompidos do nada, ao nada eterno voltam. Mergulham no imenso vazio que consome tudo quanto foi e não chegou a ser. Poderia sobrar a dor, mas nem essa foi poupada – de tanto gastar esvai-se agarrada ao amor. É abuso da matéria.
Mais uma vez. Uma vez mais. Outra vez. Virada nova página.