Quero trabalhar, mas estou desconcentrada. Há uma hora que me procuro lembrar do grego (seria pré-Socrático?) que dizia que devíamos prescindir dos amigos para ser virtuosos. Sei que soa a coisa próxima a Sócrates, mas não é ele que procuro. Às tantas não é grego. Talvez algum estóico maluco, como o Séneca? Noutro dia confirmo.
Não vou tão longe quanto isso, mas o bom de não conhecer ninguém - ou muito poucos, digamos assim -, é que se pode dizer as coisas a direito sem remorsos de estar a ferir algum conhecido. Num país onde todos são amigos de todos, todos estão de mãos atadas. A menos que sejam corajosos, evidente.