Os anos passam e as vozes dos iluminados continuam sempre iguais. Variam os sujeitos agressores mas não a profundíssima sapiência, as acusações, os elogios interesseiros, a falsa intimidade, a pura maledicência disfarçada de falsos avisos de sensatez, a presunção de quem acha o cinismo uma arma inteligente.
O bullying destinado a quem tem valor. Dirigido de modo encoberto aos que os antolhos alheios não deixam compreender a peculiar escolha de caminho.
Ah, porque é burra, ah, porque quer dar na vista, ah, porque é deslumbrada, ah, porque é estranha, ah, porque é maluca. Ah, porque é invejosa.
Ah, coitada, vai dar-se mal. A miserável comiseração da cobiça e do desdém.
Os anos passam e a mediocridade dos agressores dissimulados vai vencendo, sempre com audiências a suportar a má-língua. Vivam os imbecis que atravessam os tempos sempre a morder os calcanhares do mérito e a viver da cobardia do anonimato ou das matilhas, do encosto e da maledicência. Deles tem sido feito o reino de Portugal.